terça-feira, 13 de dezembro de 2011
ÁLBUM PARA KIWANUKA
Michael Kiwanuka, uma das revelações do ano, tem finalmente data marcada para a edição do ábum de estreia. Chama-se "Home Again" e a 26 de Março proximo aparecerá, em primeira mão, na Amazon inglesa. Não sabemos qual o será o alinhamento, mas apostamos que o disco acabará por reunir todos as canções dos 3 EP's entretanto lançados, o último dos quais terá precisamente o mesmo tema título e estará disponível no primeiro dia do ano novo. É o que se chama entrar com o pé direito!
PATRIMÓNIO MUNDIAL
Em tempos natalícios, esqueçam os ding-dongs, os pais natais "back in town" ou as pópotas gordas. Não percam tempo em compilações ou outras irritações sonoras. Comprem, roubem ou peçam emprestado o disco póstumo de Amy Winehouse e façam o favor de o pôr tocar bem alto no rádio do carro, no banho, no local de trabalho, no telemóvel ou iPod porque estas canções deviam ser obrigatórias em todas as casas hipotecadas, nas ruas da crise, nos shoppings do deficit ou nas lojas em descontrole financeiro. Não pensem em homenagens, tributos, top's ou outras pieguices. Esta música está acima de tudo isso. Mesmo. Ponto final.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
DUETOS IMPROVÁVEIS #168
MÁRCIA & JP SIMÕES
A pele que há em mim (Márcia)
Reedição do álbum "Dá", Dezembro de 2011quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
THE STEPKIDS, Plano B, Porto, 7 de Dezembro de 2011
Tal como se comentava ontem com o amigo habitual destas andanças, nos últimos anos o Porto tem tido sorte na rapidez com que novos e prometedores projectos ou artistas acabam por se apresentar, ainda frescos, por palcos pequenos no tamanho mas vibrantes na proximidade. Foi o caso, entre muitos exemplos, de Kurt Vile nos Maus Hábitos (Dezembro de 2009) ou dos agora badalados Real Estate no Plano B (Fevereiro de 2010) e com os Stepkids seria previsível que aconteceria o mesmo. Em todos estes espectáculos são músicos humildes que montam e desmontam os instrumentos, experimentam recursos, vendem directamente os seus discos em bancas improvisadas e atiram-se de cabeça para a frentre dum palco que desconhecem e de um público também ele expectante e pronto a ser surpreendido. Com um magnífico álbum como cartão de visita, o trio norte-americano, que fazia a estreia por cá, apostou na simplicidade e eficácia e, claro, foi o suficiente para se tornar memorável. Vestida de branco, cor dos panos com que cobriram a restante aparelhagem, a banda entrou decidida a fazer estragos, enquanto umas eficazes projecções coloridas ao jeito psicadélico preenchiam a totalidade do palco. Som pleno, principalmente o brutal baixo do também vocalista Dan Edinberg e que, especialmente em "Sweet Salvation", foi uma das pedras de toque de uma noite, já madrugada, pela qual valeu a pena a espera. Há por ali muito treino, traquejo e mestria no tratamento soul/funk/rock de canções como "Shadows on Behalf", "Suburban Dream" ou "Cup Half Full" que, em versão ao vivo, ganham uma ainda maior dimensão sónica e experimental, ou não fossem os Grateful Dead, como confessado, um dos guilty pleasures assumidamente reconhecido. Não há que enganar, pelos Stepkids repousará uma das coroas de glória de 2011 prontinha a transformar-se num fenómeno musical de eleição para o próximo ano. Eles bem o merecem.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
AIR A TRIPAR
Os franceses Air realizaram a banda sonora para a versão restaurada e colorida do clássico filme de George Méliès "Le Voyage Dans La Lune" de 1902. Apresentado na passada edição do Festival de Cannes, o filme será incluído em DVD numa versão especial do novo disco. Este filme tem, aliás, um papel importante na mais recente película de Martin Scorcese, "Hugo", fantasia em 3D que estreia em Portugal em Janeiro com o título de "A Invenção de Hugo" e onde o personagem principal tem um gosto especial pelas imagens em movimento do mestre francês.
Quanto aos novos temas, Nicolas Godin confirmou-os como mais orgânicos e com uma sonoridade aproximada a um disco ao vivo. O primeiro exemplo é "Seven Stars", uma colaboração fantástica com Victoria Legrand dos Beach House. O disco estará nas loja a 6 de Fevereiro próximo.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
SEJAM BEM-VINDOS A MARAQOPA
No site de Damien Jurado estão já as directrizes para "Maraqopa", uma minúscula povoação de dois habitantes, ou seja, o próprio Jurado e Richard Swift. Desde 2010 com "Saint Barlett" que a dupla não se larga e a mais recente colaboração terá a luz do dia em Fevereiro do próximo ano através da Secretly Canadian. Uma pequena amostra de nome "Nothing Is The News" está já disponível para audição e descarga.
"Nothing is the News" by Damien Jurado by DOJAGSC
FAROL #97
O site NoiseTrade, com o Natal à porta, decidiu oferecer uma compilação catita a que chamou "American Songwriter Sessions". Basta aceder ao site, preencher o email e na volta esperar o link para temas de Damien Jurado, Vetiver ou Ron Sexsmith e muitos outros artistas a descobrir como Harper Simon, filho do grande Paul Simon!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
(RE)LIDO #38
TOUCH ME I'M SICK
de Charles Peterson. New York: Power House Books, 2003
O grunge teve Seattle como epicentro explosivo de um fenómeno musical que rapidamente se espalhou pelos cinco continentes. O fotógrafo Charles Peterson viveu, desde o início e de muito perto, toda a agitação expontânea de inúmeras bandas que mais tarde se tornariam fenómenos à escala mundial. Entre as 92 fotografias a preto e branco escolhidas para este livro, surgem em particular destaque os Nirvana e a suas agitadas convulsões ao vivo, imagens impressionantes quer pela oportunidade quer, acima de tudo, pela proximidade intimista que denotam, onde Peterson assume quase o papel de reporter em zona de perigo. Mas há outras bandas míticas retratadas, dos Mudhoney (cuja título de uma canção deu nome ao livro), aos Sonic Youth, dos Black Flag aos Pussy Galore, passando por Henri Rollins, Soundgarden e, claro, Pearl Jam. Na introdução ao livro Eddie Vedder conclui: "Personally, I will say that not all of these photographs are easy to take in. Rock and roll allowed my dreams to come true. Including the nightmares", o que evidencia, certamente, a crueza e beleza destes instantâneos. Ou seja, este é já um álbum clássico da fotografia do rock e da música moderna.
2 OU 3 DE MARÇO, DIA DE ST VINCENT
A edição portuense do Festival Vodafone Mexe tem já uma excelente confirmação: St Vincent/Annie Clark toca na cidade no fim de semana de 2 e 3 de Março do próximo ano. O evento pretende mexer com a zona de Passos Manuel, tal como acontece nas noites Alta-Baixa (bares Passos Manuel, Maus Hábitos e Pitch), mas estende-se ao Coliseu, ao Ateneu, ao Sá da Bandeira, à FNAC St. Catarina e à própria Garagem Passos Manuel. Mais um grande concerto agendado para 2012!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
THE STEPKIDS NO PLANO B
Pode não ser o concerto do ano, mas será, pelo menos, o mais apetitoso e imperdível do próximo mês de Dezembro. Com o selo de garantia da editora Stones Throw Records, casa onde começaram nomes como Mayer Hawthorne, Sharon Jones ou Aloe Blacc, os The Stepkids tem no seu disco homónimo de estreia uma colecção de canções entranhadas de jazz, funk, soul e alguma irreverência punk que, depois de misturados, se tranformam numa excelente receita psicadélica. A noite da próxima quarta-feira, dia 7, no Plano B é, por isso mesmo, momento de festa e fazemos figas para que, por lá, estejam à venda alguns dos vinis mais bonitos editados em 2011...
terça-feira, 29 de novembro de 2011
WILCO NA PRIMAVERA
O Primavera Sound previsto para o parque da cidade em Junho de 2012 começa agora verdadeiramente a aquecer. Depois da confirmação de Björk, Yo La Tengo, Neon Indian, Other Lives, Jeff Mangum, Codeine, Shellac e The Walkmen, surgiu hoje a notícia que também os The Drums, Washed Out, Olivia Tremor Control, Veronica Falls e, yes, os Wilco, se alinham no mesmo festival! A jogada é de mestre, tendo em conta a proximidade de territórios galegos e castelhanos por onde a banda de Jeff Tweedy goza de uma reputação e fama longínqua.
Actualização: + The xx, Spiritualized, Death Cab For Cutie, Beach House, The Dirty Three, Siskiyou e Explosions In The Sky. Xiiiiiii!
Já agora um pedido à organização: os Black Keys tem novo álbum na forja (que, fazendo batota, já ouvimos na totalidade e que é uma pedra rock assinalável) e este seria talvez o momento ideal para o duo se juntar à festa tripeira já que, pelo menos, a 6 de Junho eles estarão na Europa (Manchester)... Aqui vai disto!
Black Keys - Lonely Boy (RSD) from Record Store Day on Vimeo.
Actualização: + The xx, Spiritualized, Death Cab For Cutie, Beach House, The Dirty Three, Siskiyou e Explosions In The Sky. Xiiiiiii!
Já agora um pedido à organização: os Black Keys tem novo álbum na forja (que, fazendo batota, já ouvimos na totalidade e que é uma pedra rock assinalável) e este seria talvez o momento ideal para o duo se juntar à festa tripeira já que, pelo menos, a 6 de Junho eles estarão na Europa (Manchester)... Aqui vai disto!
Black Keys - Lonely Boy (RSD) from Record Store Day on Vimeo.
MAGNÍFICOS DIAS ATLÂNTICOS
O eixo atlântico Porto-Vigo foi nos anos 80 uma realidade cultural visível. A cidade espanhola, onde se ia em excursão comprar caramelos e vinis ao El Corte Inglês, recebeu uma "movida" famosa pela agitação nocturna onde a música teve um papel importante com bandas como os Siniestro Total, Resentidos ou os Semen Up, só para citar alguns. Essa história tem, desde a semana passada, um livro retrospectivo intitulado "Vigo a 80 Revolucións Por Minuto" do jornalista Emilio Alonso. O autor, ele próprio um radialista que viveu em pleno essa agitação e da qual tem dado conta no blog Vigo80RPM, recebeu nessa época imensas demos em cassete de bandas portuguesas que ainda hoje guarda em casa e que utilizou, em alguns casos, nos seus programas em FM ouvidos por terras vianenses ou bracarenses. A explosão musical viguense foi, assim, um fenómeno com forte impacto no país vizinho e mereceu recentemente a realização de um documentário intitulado "Galicia Canibal" estreado no Festival In-Edit de Barcelona que decorreu entre 27 de Outubro e 6 de Novembro. Dirigido por Luís Montenegro, o filme concorreu na secção EXCEDLENTS e será proximamente emitido pelo segundo canal da TVE.
E nós com isso? Bem, lembramo-nos de ver os GNR na TV Galícia (1984?), tendo a banda chegado a actuar várias vezes em Vigo e também em Madrid. Por lá foi editado o vinil do álbum "Os Homem Não Se Querem Bonitos", disco que ainda hoje é possivel descarregar no iTunes espanhol! Por cá, a avalanche de concertos de bandas estrangeiras fazia, nessa altura, com que alguns, poucos, galegos se metessem ao caminho até ao Porto, ligação agora mais rápida e frutuosa, tendo em conta a quantidade de espanhóis que a Casa da Música recebe em muitos dos seus eventos.
A realidade da invicta nestes tempos tem desde sábado também ela uma história. Lançado precisamente na CDM, o terceiro volume da obra "Casas da Música no Porto: para a história da cidade" da autoria de Sérgio C. Andrade, Ana Maria Liberal e Rui Pereira é dedicado à segunda metade do século XX e nele desfilam histórias sobre os artistas, os concertos, as salas e o público da música ao vivo dessa época, fenómeno hoje imparável. Um livro que, certamente, vamos querer muito ler.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
KATE IMACULADA
Uma das surpresas do ano foi a edição, em Março, de "Director's Cut", um disco onde Kate Bush fazia a reciclagem de material antigo e obscuro com resultados bem agradáveis. Mais surpreendente ainda é "50 Words For Snow", um segundo trabalho no mesmo ano, saído a semana passada e já a fazer furor nas tabelas de vendas inglesas. Gravado nas mesmas sessões do antecessor, o disco é um assombro imaculado! Sete longos temas à volta da neve, a maioria ao jeito de piano-voz, de nítido travo intimista e de recolhimento nocturno e onde, a cada audição, dá vontade que neve e o frio aumente! Quentes, pelo contrário, são as vozes de Stephen Fry e Elton John, duas colaborações recatadas e sóbrias que se ouvem em dois dos temas. Pela primeira vez, Kate Bush dirige uma sequência de três animações em video de canções do disco, a última das chamada quais elege parte do magnífico "Misty" sob o nome de "Mistraldespiar". Se cá nevasse...
O REGRESSO DE UM SÁBIO
Tal como prometido, Leonard Cohen terá um novo álbum de originais já em final de Janeiro próximo. O disco "Old Ideas" é o regresso a material inédito ao fim de oito anos e pode, desde já, começar a ser descoberto através do tema "Show Me The Place" entretanto disponibilizado. Na cerimónia de entrega do prémio Príncipe das Asturias realizado em Outubro passado, Cohen sentenciou:
“As I grew older, I understood that instructions came with this voice. And the instructions were these… Never to lament casually. And if one is to express the great inevitable defeat that awaits us all, it must be done wtihin the strict confines of dignity and beauty.”
Assinado, L Cohen, 77 anos.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
TORTO + LAETITIA SADIER + NO KIDS + LEE RANALDO + DEAN WAREHAM, Clubbing, Casa da Música, 19 de Novembro de 2011
A ementa da noite Clubbing de sábado passado era, no mínimo, suculenta. Uma aura indie concentrada em nomes que remetiam para os Stereolab, Galaxie 500 ou Sonic Youth mostrava-se muito atractiva até para nuestros hermanos, atendendo à quantidade sonante de castelhano ou galego que por lá se ouvia, tendo a casa recebido uma moldura bem composta. No entanto, o que nos parece é que para este tipo de eventos (leia-se concertos simultâneos e de alguma intimidade), o local apresenta-se problemático, inadaptado e maçador. Já lá vamos.
A jogar em casa, os Torto, que faziam a sua estreia no palco mais pequeno (Sala 2) perante alguns curiosos, como nós, que arriscaram não ganhar lugar na sala grande (Sala Suggia), não desiludiram com a sua massiva e crescente dose de experimentalismo rock, onde uma bateria e baixo vincados se juntaram de forma convincente à guitarra de Jorge Coelho, tudo muito Tortoise, pois claro. Prometedor.
Agora havia que descer rapidamente para o auditório maior onde Laetitia Sadier, cumprindo o horário, tinha já começado a cantar. O congestionamento junto das portas de entrada situadas a meio do recinto era já assustador e depois de conseguirmos penetrar só restavam, obviamente, lugares na segunda plateia. A cada trinta segundos, a sala era literalmente atravessada por mais gente a entrar, gente a sair, conversas em alta voz, procura de amigos e conhecidos ao telemóvel enquanto a ex-Stereolab lá continuava em palco para desprezo e desconhecimento de muitos. Pelo pouco que conseguimos ver e ouvir, Laetitia não parece ter deixado muitas saudades. Em relação ao concerto que presenciamos no Passos Manuel o ano transacto, a imensidão da sala não absorveu da melhor forma a pop conseguida no álbum “The Trip”, já que a solo e naquelas condições, a receita não funciona. Sadier contou as mesmas histórias já ouvidas (p. ex. que em pequena sonhava conhecer dois locais: a Austrália e o Porto...) e lançou, sem êxito, para desanuviar o ambiente frio, alguns comentários desconexos alusivos, por exemplo, à próxima greve geral... Tá bem, estava na hora certa para tornar a subir a escada rolante.
Aí, sozinho em cima do palco estava Nick Krgovich, mentor e líder do trio canadiano No Kids e do projecto Gigi. Mas não estavam anunciadas como bandas? Ainda esperamos, em vão, que os restantes elementos surgissem, mas o logro parecia confirmar-se (pelo menos seria mais sincero anunciar Krgovitch a solo já que, como o próprio confirmou, os Gigi são para aí uns trinta e nunca deram um concerto!). Mesmo assim, servindo-se da sua voz segura, de samplers e um único teclado, a curta apresentação serviu para demonstrar as muitas potencialidades dos seus projectos pop. Entre novos temas, faltaram mais canções do magnífico disco de estreia “Come Into My House”, embora “Bluster In the Air” tenha conquistado imediatamente a atenção dos poucos aderentes. Surpreendeu ao terminar com uma versão ritmada de um tema de David Lynch a que responderam alguns com uma inesperada sessão de dança. Mesmo assim, não deixamos de sentir um travo amargo de desilusão.
De regresso ao piso inferior, a confusão agudizou-se. Enquanto Lee Ranaldo já em palco concentrava a atenção da primeira metade da sala, cujas portas de acesso situadas mais perto do palco se mantiveram, e muito bem, encerradas, na plateia da rectaguarda viviam-se momentos ao jeito de uma estação de metro: uns levantam-se, muitos sentam-se, uns preferem “viajar”de pé, outros conversam sobre futebol (“quem é o gajo? Lee Ronaldo!”), trocam-se piropos... Só faltou o sonoro “Próxima estação: Casa da Música”! Fartos de ser incomodados para deixar passar mais “paraquedistas”, só a muito custo lá conseguimos um lugar na terceira fila para as ultimas três músicas. Ufa! Rodeado por quatro guitarras acústicas, Ranaldo esteve igual a si próprio, isto é, brilhante instrumentista (embora com alguns precalços nos pedais), não tão bom cantor, mas, mesmo assim, a arriscar e experimentar muito pouco. Tempo para uma dedicatória ("Angles", ver video abaixo) a alguns bons amigos que vivem tempos atribulados, certamente pensando no processo de divórcio de Thurston Moore e Kim Gordon. Bom, mas devia (podia?) ter sido melhor.
Já depois da “hora de ponta”, a sala principal, bem mais calma, recebeu o senhor Galaxie 500/Luna, Dean Wareham. A cada canção, rapidamente reconhecida por muitos fãs presentes, a banda afirmou-se pela sua competência instrumental, quer pelos solos irrepreensíveis de Wareahm mas também pela sobriedade da esposa, a baixista Britta Philips (Dean And Britta), que chegou a (en)cantar em alguns dos temas. Bem recebidos, tiveram até direito a merecido encore.
Quanto a Mt Eerie, ainda nos esforçamos por subir a escada novamente, mas o acesso estava já em sentido descendente, ou seja, ala para casa dormir.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
(RE)VISTO #39
A SOMBRA DE UM GÉNIO
de Allison Anders. Universal, Portugal, 1996/2007, DVD
O que fazem todos juntos, num filme produzido por Martin Scorcese, actores como Matt Dillon, John Turturro, Chris Isaak, Patsy Kensit ou Bridget Fonda? Sinceramente, não fazem grande coisa. A película conta a história fictícia de Denise Waverly, aspirante a cantora e compositora e tem uma aparente inspiração na vida de Carol King e do seu marido e produtor Gerry Gofin (Matt Dillon), mas são óbvias outras semelhanças biográficas com Brian Wilson ou Phil Spector. O melhor da fita é mesmo a música e algumas das recriações de época, já que a fraca realização leva a história por caminhos tão triviais e suicidas que dá pena. Caímos nesta charopada por uma só razão: foi aqui que começou a colaboração de Burt Bacharah com Elvis Costello e da qual saiu o tema "God Give Me Strenght". O entendimento foi tão salutar que, dois anos mais tarde, a dupla assinaria o álbum "Painted From Memory", um épico clássico da pop moderna e um dos (nossos) discos de uma vida. A cena em que a protagonista canta o tema acaba por ser o momento mais alto do filme, embora a versão do próprio Costello, que surge nos genéricos finais, esteja muitos furos acima. Uma historieta que vale mesmo o preço justo que custou (1€) e uma boa dose para repousar no sofá de um qualquer chuvoso domingo à tarde...PORTISHEAD EM VINIL
Não é todos os dias que um novo 12" em vinil dos Portishead vê a luz do dia. Acontece agora com o magnífico tema "Chase The Tear", original lançado em 2009 via digital/download e cujas vendas revertiam para a Amnistia Internacional. O disco, de edição limitada pela XL Recordings, tem no lado B uma reinvenção da mesma canção pelos canadianos Doldrums e as receitas terão o mesmo destino.
Subscrever:
Mensagens (Atom)














