PERRY BLAKE & NANCY DANINO
Ordinary day (Blake)
B-side do single “This Life”, Naïve, 2003
É só um dia como os outros, não há grande coisa a dizer…
BOM ANO DE 2010!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
BILL CALLAHAN EM VIGO
Um dos nomes que, certamente, faria boa figura em Vila da Feira seria Bill Callahan. O autor do melhor disco de 2010 ("Sometimes I Wish We Were An Eagle") vai estar nas redondezas. Em Fevereiro inícia uma tournée francesa, havendo depois oito datas em Espanha. Dois desses concertos serão mesmo muito pertinho: a 18 no Teatro Jofre de Ferrol e a 19 no Teatro Caixanova de Vigo. São só 150 km…
SERÁ QUE A GENTE SE VAI SENTAR?

Todos os anos fazemos a mesma pergunta. Um dos melhores festivais de música do norte do país sofre, desde o início, de falta de programação precoce. A pouco mais de um mês de distância, tendo em conta que Fevereiro deverá ser o mês escolhido para que o Festival Para Gente Sentada 2010 de Santa Maria da Feira se realize, nada se sabe… O site da Ritmos promove o evento do ano passado (!), o site da empresa municipal Feiraviva nada adianta e alguns divertem-se a tentar adivinhar ou a sugerir alinhamentos. Sentamo-nos ou quê?
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
TIGRALA + THE WEATHERMAN + OS TORNADOS, Alta Baixa/1 Noite 3 Casas, Porto, 26 de Dezembro 2009
Coube ao trio lisboeta Tigrala dar o tiro de partida de mais uma edição da Alta Baixa. As enormes expectativas lançadas aquando do Festival Curtas de Vila do Conde em Julho passado, fizeram com que o auditório do Passos Manuel se enchesse de curiosidade. Ao fim de quarenta minutos não devia haver ninguém com dúvidas: os Tigrala são mais um caso sério da música feita em Portugal. Norberto Lobo na tambura indiana, Guilherme Canhão na guitarra acústica e Ian Carlo numa mirabolante percussão, fazem melodias sem espaço e sem tempo, trilhas exploratórias que viajam por desertos ou montanhas, pela cidade ou pelo campo, de bicicleta ou num avião. Podemos imaginar qualquer guião ou percurso, qualquer companhia ou estado de espírito, que haverá sempre, no som dos Tigrala, uma banda sonora para preencher todos eles. Uma música do mundo que é de difícil definição e da qual temos uma só certeza: gostamos muito.
Sem tempo a perder, atravessamos a rua e subimos ao palco dos Maus Hábitos para a apresentação dos Weatherman. Em versão completa, isto é, com uma banda de cinco elementos, tudo soou mais cheio, mais preenchido, mas com um eterno problema: a voz de Alexandre Monteiro ainda não encontrou o acerto dos discos. As canções e os arranjos estão bem esgalhados, o trompete encaixa na perfeição, mas há ali algumas arestas para tornear e melhorar. Em destaque esteve o último “Jamboree Park At The Milky Way” de que não falharam os singles “Chloe’s Hair” e “Summer Dream”, mas houve ainda tempo para colheitas mais antigas como “If You Ony Have One Wish”. Um concerto, como diria o homem do boletim meterológico, sem alterações significativas. Mais abaixo, descendo a rua, previam-se, contudo, alguns tornados…
À semelhança da Cavern de Liverpool, a cave do Pitch parecia um cenário de dia de baile à moda antiga. Os Tornados, como alguém já disse, são “a melhor banda dos anos 60 a tocar em 2009” e esse é um imaginário que o grupo consegue alcançar na perfeição. Desde os fatos a rigor, ao brilho dos intrumentos, passando pela coreografia à Shadows, aos Tornados não falta nada. Há um “engenhocas/percursionista” com óculos, um baterista de bigodinho, um “gordinho” nos teclados e, acima de tudo, uma atitude despreocupada, mas profissional, de quem nada tem a esconder. Tecnicamente denotam um rigor assinalável e os originais incluídos no disco de estreia “Twist do Contrabando” são canções, todas elas, de uma simplicidade e romantsimo rock & roll que hoje, mais que nunca, fazem sentido. Destaque ainda para as incontornáveis versões de “Coimbra” e de “Taras e Manias” de Marco Paulo a que se juntou, em época de prendas, um fenomenal “Silent Night” de Natal. Uma verdadeira noite de baile, oh Ié... Ié!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
VIC CHESNUTT (1964–2009)

O cantautor norte-americano Vic Chesnutt faleceu no passado dia de Natal vítima de uma overdose de relaxantes musculares. Trata-se dum suicídio ainda não confirmado, mas que acontece depois de anteriores tentativas falhadas de por fim à vida. O acidente rodoviário que sofreu em 1983 deixou-o paraplégico e a sua carreira só seria devidamente valorizada quando Michale Stipe o descobriu nos anos noventa. Os primeiros discos – “West of Rome” (1991), “Drunk” (1993) e “Is The Actor Happy” (1995) - ainda os compramos em digipack na loja Valentim de Carvalho do Shopping Bom Sucesso, edições raras posteriormente reditadas, embora houvesse um primeiro disco de nome “Little” que nunca chegamos a conhecer. Essa trilogia de álbuns é verdadeiramente notável e que atinge o auge em “West of Rome”, um misto sólido de Bob Dylan e Tom Waits. O talento de Chesnutt seria universalmente divulgado em 1996 através do disco “Sweet Relief II - Gravity Of The Situation”, com versões das suas músicas cantadas pelos R.E.M., Garbage, Sparklehorse, Smashing Pumpkins e até Madonna. Os fundos destinavam-se à organização Sweet Relief Musicians Fund, e o objectivo era apoir os cuidados médicos dos músicos profissionais, causa em que Chesnutt se envolveu até ao fim da vida. A sua empatia e talento permitiram-lhe colaborar com inúmeros artistas como os Lambchop, as Throwing Muses, M. Ward ou os Cowboy Junkies. Participou em 2006 num projecto ao vivo denominado The Undertow Orchestra ao lado de Mark Eitzel, David Bazan (Pedro The Lion) e Will Johnson (Centro-Matic). Entre as oito datas europeias agendadas, a Casa da Música recebeu a 6 de Junho desse ano na sua principal sala, um desses concertos. Estivemos entre os poucos que marcaram presença no espectáculo, um dos melhores a que nada fácil sala portuense assistiu. Vic Chesnutt voltaria a Portugal em 2008 para participar no Festival Bom Barreiro, curiosamente num evento onde alinharam também os American Music Club. Entretanto, a amiga Kristin Heresh lançou no seu site uma petição a favor da família Chesnutt e Mark Eitzel dedicou-lhe no seu blog uma sentida mensagem de reconhecimento. Peace!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
DUETOS IMPROVÁVEIS #124
MEL TORMÉ & JUDY GARLAND
The Christmas Song (Tormé / Wells)
The Judy Garland Show, CBS, EUA, Dezembro de 1963
BOM NATAL!
The Christmas Song (Tormé / Wells)
The Judy Garland Show, CBS, EUA, Dezembro de 1963
BOM NATAL!
SINGLES #19

THE BLUE NILE – The Downtown Lights
Linn Records- LKS3, Londres, 1989
Os Blue Nile são motivo de culto cá por casa. Os escoceses são um estranho caso de amor à primeira audição, faz agora vinte anos. O álbum “Hats”, o segundo na curtíssima discografia da banda, dava-se a ouvir em algumas rádios e surpreendia pela beleza e intemporalidade. Ainda ontem à noite, de compras pela baixa do Porto, foi dele que nos lembramos, de entrar na “Tubitek” para o comprar e de correr para casa para, durante semanas, não o tirar do gira-discos. O monumental single “The Downtown Lights”, com uma brilhante capa muito semelhante à do álbum, é uma canção sobre o amor, como quase todas as dos Blue Nile. À voz de Paul Buchanan juntam-se aqueles sintetizadores que muitos não apreciam, mas que, no seu conjunto, transformam esta música numa perfeita banda sonora citadina e que atinge o auge, em crescendo, quando Buchanan canta ”The neons and the cigarettes, the rented rooms, the rented cars, the crowded streets, the empty bars, the chimney-tops, the trumpets, the golden lights, the loving prayers, the coloured shoes, the empty trees, I’m tired of crying on the stairs…”. Pena que o single e o video tenham sofrido uma edit version que eliminou este pedacinho, já que o original tem mais de seis minutos.
Quedamos sempre magnetizados por esta ou por muitas outras das suas canções. Dos Blue Nile não há notícias desde 2004. Habituamo-nos já às longas hibernações (somente quatro álbuns desde 1981), mas a espera é sempre sinónimo de obra-prima da música moderna. Pacientemente, aguardamos, vinda do nada, o aparecimento de mais uma...
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
FAROL #78

O prolífico Brandford Cox decidiu disponibilizar a primeira aventura do seu projecto Deerhunter gravada em 2005. Trata-se de um CD-R experimental onde recebe a ajuda de Moses, actual baterista da banda, numa fase denominada por “tape phase”. O disco foi, assim, registado ao vivo em dois decks de cassetes e misturado no computador do pai usando o software Soundforge. Recebeu o nome de “Carve Your Initials Into The Walls of the Night” e, juntamente com a capa e restante artwork, está disponível para download no blog do músico.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
VASCULHAR #14


OPERAÇÃO PRESENÇA / NATAL 71
OPERAÇÃO PRESENÇA / NATAL 73
O Movimento Nacional Feminino, fundado em 1961, era uma organização de mulheres em torno do apoio aos nossos militares em guerra nas colónias. Realizava visitas, oferecia maços de tabaco e isqueiros, santinhos e medalhas e também discos! Estes dois LP’s, ambos denominados “Operação Presença”, referem-se ao Natal de 1971 e 1973 e a ideia original por trás destes projectos está contada na contra-capa do exemplar “Natal 71”. No “Diário de Notícias” de 25 Abril passado, o jornalista Fernando Madaíl faz a história e adianta um número: foram prensados 300 mil exemplares. Destaca o que parece óbvio e que a própria Hermínia Silva, logo no início do primeiro disco, acaba por dizer: “Aqui para nós, eu sei que não falta quem ainda esteja a pensar: 'mas para que raio quero eu um disco, se nem tenho pick-up?'. De facto, mesmo a malta com gira-discos devia escolher outras músicas”, sugere o mesmo jornalista. É que o conteúdo, apesar dos nomes sonantes (Eusébio, Amália, Artur Agostinho ou o Inpector Varatojo…), acaba por ser mesmo demasiado triste e até ofensivo para quem, longe da família e do país, defendia o indefensável. Quando ouvimos o cantor Paulo Machado a interpretar o tema “Hoje Mais Feliz Que Nunca” (!!!), a Florbela Queirós a cantar o “Franjinhas” ou algumas das anedotas secas contados pelo Francisco Nicholson e Armando Cortez, devia dar vontade de partir o vinil ao meio. Há, no entanto, uma excepção – um tema de Tomás Tembe de fazer inveja aos Vampire Wekend! Não são assim de estranhar algumas das reacções dos militares da altura que a blogosfera vai registando, embora haja alguns que reconhecem o valor histórico e documental do disco.
Interessante é mesmo o embrulho, a única razão que esteve na base da nossa aquisição. Trata-se de uma capa plástica com um desenho original impresso a quente da autoria do pintor e mestre Manuel Lapa, responsável, por exemplo, por alguns dos murais do Museu de Arte Popular de Lisboa ou desenhos para as tapeçarias da Reitoria da Universidade de Lisboa. Professor no IADE, o pintor fez parte do chamado “Pátio dos Artistas” de Campo de Ourique, juntamente com os escultores António Duarte, Leopoldo de Almeida, Roque Gameiro e o arquitecto Vítor Pala. O tal plástico envolve dois simples cartões, que na parte traseira apresenta uma ilustração alusiva do designer Luis Duran, conhecido pela sua actual ligação aos CTT e à filatelia portuguesa.
OPERAÇÃO PRESENÇA / NATAL 73
O Movimento Nacional Feminino, fundado em 1961, era uma organização de mulheres em torno do apoio aos nossos militares em guerra nas colónias. Realizava visitas, oferecia maços de tabaco e isqueiros, santinhos e medalhas e também discos! Estes dois LP’s, ambos denominados “Operação Presença”, referem-se ao Natal de 1971 e 1973 e a ideia original por trás destes projectos está contada na contra-capa do exemplar “Natal 71”. No “Diário de Notícias” de 25 Abril passado, o jornalista Fernando Madaíl faz a história e adianta um número: foram prensados 300 mil exemplares. Destaca o que parece óbvio e que a própria Hermínia Silva, logo no início do primeiro disco, acaba por dizer: “Aqui para nós, eu sei que não falta quem ainda esteja a pensar: 'mas para que raio quero eu um disco, se nem tenho pick-up?'. De facto, mesmo a malta com gira-discos devia escolher outras músicas”, sugere o mesmo jornalista. É que o conteúdo, apesar dos nomes sonantes (Eusébio, Amália, Artur Agostinho ou o Inpector Varatojo…), acaba por ser mesmo demasiado triste e até ofensivo para quem, longe da família e do país, defendia o indefensável. Quando ouvimos o cantor Paulo Machado a interpretar o tema “Hoje Mais Feliz Que Nunca” (!!!), a Florbela Queirós a cantar o “Franjinhas” ou algumas das anedotas secas contados pelo Francisco Nicholson e Armando Cortez, devia dar vontade de partir o vinil ao meio. Há, no entanto, uma excepção – um tema de Tomás Tembe de fazer inveja aos Vampire Wekend! Não são assim de estranhar algumas das reacções dos militares da altura que a blogosfera vai registando, embora haja alguns que reconhecem o valor histórico e documental do disco.
Interessante é mesmo o embrulho, a única razão que esteve na base da nossa aquisição. Trata-se de uma capa plástica com um desenho original impresso a quente da autoria do pintor e mestre Manuel Lapa, responsável, por exemplo, por alguns dos murais do Museu de Arte Popular de Lisboa ou desenhos para as tapeçarias da Reitoria da Universidade de Lisboa. Professor no IADE, o pintor fez parte do chamado “Pátio dos Artistas” de Campo de Ourique, juntamente com os escultores António Duarte, Leopoldo de Almeida, Roque Gameiro e o arquitecto Vítor Pala. O tal plástico envolve dois simples cartões, que na parte traseira apresenta uma ilustração alusiva do designer Luis Duran, conhecido pela sua actual ligação aos CTT e à filatelia portuguesa.


Quanto ao segundo disco, trata-se de uma iniciativa ainda menos interessante. O conteúdo resume-se a trechos musicais das colónias e distritos portugueses com alguns versos declamados por Simone de Oliveira, Laura Alves ou o Paco Bandeira que chega a cantar o seu “A Minha Cidade (Ò Elvas)" numa versão adaptada às circunstâncias… tristes. Como enaltece, com falsa moral, o Ministro da Defesa, General Sá Viana Rebelo, no final do primeiro disco “nada do que se fez em África se irá perder (…)” e que cada militar devia sentir orgulho na Nação e pensar “Custou-me bastante mas valeu a pena (…)”. O esforço que estes vinis representam, são a prova da inutilidade de uma guerra que a maioria dos portugueses nunca compreendeu.
FAROL #77


O ano passado os Efterklang juntaram-se aos amigos Slaraffenland e decidiram tocar ao vivo as canções de ambos os grupos. Ao colectivo temporário de 12 elementos chamaram Slaraffenklang e o resultado foi a gravação de um EP de quatro temas captados num espectáculo único com o título de ”Danish Dynamite Live at Sono Festival 2008” e que pode ser devidamente descarregado via Rumraket. Os Slaraffenklang repetem a experiência em 2010 com concertos em Arus e Copenhaga no final de Janeiro.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
MÚSICA PARA OS RESF(E)RIADOS

Tal como anunciado por aqui em Setembro, o colectivo dinamarquês Efterklang tem já pronto um novo álbum de originais, o primeiro pela mítica editora 4AD. Gravado em Arus e Copenhaga, sob orientação do experiente Gareth Jones (Nick Cave, Grizzly Bear ou Depeche Mode), o disco chama-se “Magic Chairs” e estará nas lojas a 22 de Fevereiro de 2010. O fabuloso design é, como habitual, da dupla Hvass & Hannibal. Ao quarteto original juntam-se, agora, os irmãos Heather e Peter Broderick e o amigo de longa data Frederik Teige, banda de sete elementos que partirá em tournée intensa já em Fevereiro. Para aquecer, aqui fica o primeiro e brilhante single “Modern Drift”:
Entretanto, já circulam por aí alguns excertos do DVD que acompanhou a reedição do álbum anterior ”Parades” e que documenta a junção da banda à The Danish National Chamber Orchestra num concerto único realizado em Copenhaga em Setembro de 2008. Música necessariamente aconchegante, como este “Cutting Ice to Snow”. Com o frio que está…
FAROL #76

Em semana de Natal, por aqui vamos "oferecendo" algumas prendas que flutuam na rede. A primeira é um fartote de remisturas e novas versões do nosso ente querido James Yuill, cujo álbum “Turning Down Water From Air” permitiu colaborações diversas e também novas roupagens que o próprio concebeu para outros projectos. Amavelmente, o músico disponibiliza no seu site o resultado dessas aventuras.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
DUETOS IMPROVÁVEIS #123
ELVIS COSTELLO & THE IMPOSTERS &
BONO + THE EDGE
Pump it up (Costello) + Get on your boots (U2)
Spectacle With… Season 2, CTV/Sundance Channel
Canadá, 10 de Dezembro de 2009
BONO + THE EDGE
Pump it up (Costello) + Get on your boots (U2)
Spectacle With… Season 2, CTV/Sundance Channel
Canadá, 10 de Dezembro de 2009
LCD ESTÃO MESMO AQUI AO LADO

Aí estão os primeiros nomes do novo Festival Sonar que decorrerá simultaneamente em Barcelona e La Coruña no âmbito do Xacobeo 2010: os franceses Air no dia 18 de Junho e os LCD Soundsystem, um dia antes, na cidade galega. As datas invertem-se para Barcelona. Prometedor, tendo em conta que os LCD terão um álbum novo nessa altura e que a proximidade de terras lusas permite uma série de especulações.
O PEQUENO RAPAZ DO TAMBOR

O disco-maestro norueguês Lindstrom pegou no clássico natalício “Little Drummer Boy” e esticou-o ao máximo durante 40 minutos! A façanha está somente disponível no site da editora Rough Trade e surge como bónus na compra do álbum ”Real Life in Cool”, parceria com a cantora Christabelle. Há, no entanto, uma versão à mão de semear no meio de mais pérolas de Natal no site da Stereogum. A nova aventura, de teor mais pop e que tem já um video (ver abaixo) e um single publicados (“Looking For What”), terá, ao que parece, uma apresentação em formato ao vivo, com concertos já anunciados para o próximo verão. Quando o site BodySpace anunciou que o próximo Clubbing da Casa da Música (23 de Janeiro) incluía, entre outros, um set live de Lindstrom, ficamos, obviamente, na expectativa. Contudo, trata-se "somente" de um dj set, o que já não é mau.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
NOVA CANÇÃO DOS THE NOTWIST

Os The Notwist, que infelizmente perdemos ao vivo no Imago do Fundão em Outubro passado, lançaram há poucos dias, via City Slang, um single exlusivamente em vinil com uma nova canção. Chama-se “Come in” e sobre o enigmático desenho da capa (acima) não se conhecem pormenores. No lado B apresenta-se uma remix de Chris Taylor dos Grizzly Bear para o tema “Boneless”. Incluído no disco “The Devil, You + Me” (2008), a mesma canção e no mesmo formato, tinha sido já editada como single, com uma outra e fantástica remix de Noah Lennox dos Panda Bear que praticamente ofuscava o original.
UMA NOVA "APARELHAGEM"

Muitos de nós ainda não se desfizeram do que vulgarmente se chama uma “aparelhagem” e onde cabem um leitor de cassetes, um prato para vinil, um amplificador, um rádio e um leitor de CD. É certo que de vez enquando ainda vamos ouvindo umas velhas gravações e, mais frequentemente, discos em vinil. Sonhamos sempre com uma forma rápida e simples para passar alguns desses conteúdos para CD e de depois para mp3. Pois bem, a velhinha e clássica TEAC parece ter começado a resolver o problema! Sem computadores ou software, a marca, conhecida pelos seus antigos gravadores de fita, lançou agora o LP-R500 Vinyl & Cassette CopyStation, um upgrade de anteriores versões (GF350 ou a LP-R400) que não dispunham de leitor de cassetes. O novo aparelho permite gravar CD’s em tempo real a partir do vinil, de cassete e até de emissões de rádio. Tem aquele aspecto retro, um misto de madeira e plástico e já está à venda por cerca de 450€. Apostamos que, a curto prazo, uma nova versão vai já permitir uma gravação em MP3 e uma ligação para Ipod…
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
3 X 20 ESPECIAL 2009

20 CANÇÕES X 20 ÁLBUNS X 20 CONCERTOS
+ 10 LOW + 10 HIGH 2009
Chegou a altura de escolher a música que melhor nos aconchegou ao longo do ano. De fora das listas ficam dois discos que, por não terem carimbo de 2009, não integram as escolhas. Um deles é mesmo o álbum que mais ouvimos: “The Opiates Revised” de Thomas Feiner & Anywhen, reeditado em 2008 e cuja versão original saiu já em 2001. O outro é a fabulosa estreia do inglês James Yuill com o disco “Turning Down Water for Air” publicado em final do ano transacto. Ainda tempo para uma vintena de desabafos.
20 Canções:
1. BILL CALLAHAN – Jim Cain
2. DEAD WEATHER – Treat me like your mother
3. JONHATAN JEREMIAH – See
4. DAN MICHAELSON & THE COSTGUARDS – Now I’m a coastguard
5. DELPHIC – Counterpoint
6. THE XX – Basic space
7. NEON INDIAN – Deadbeat summer
8. JUNIOR BOYS – Hazel
9. THE ANTLERS – Two
10. SPARKLEHORSE feat. JULIAN CASABLANCAS – Little girl
11. WAVE MACHINES – Punk spirit
12. PREFAB SPROUT – Ride
13. VOLCANO CHOIR – Island, IS
14. WILCO – One wing
15. PHANTOM BAND – The howling
16. THE JUAN MACLEAN – Happy house
17. WILD BEAST – We still got the taste dancing on our tongues
18. DM STITH – Morning glory cloud
19. HOPE SANDOVAL & THE WARM INVENTIONS – There’s a willow
20. ATLAS SOUND feat. NOAH LENNOX – Walkbout
20 ÁLBUNS:
1. BILL CALLAHAN – Sometimes I Wich We Were an Eagle
2. FEVER RAY – Fever Ray
3. DIRTY PROJECTORS – Bitte Orca
4. JUNIOR BOYS – Begone Dull Care
5. VOLCANO CHOIR – Unmap
6. ANIMAL COLLECTIVE - Merriweather Post Pavilion
7. THE XX – XX
8. LISA GERMANO – Magic Neighbor
9. THE ANTLERS – Hospice
10. DM STITH – Heavy Ghost
11. HOPE SANDOVAL & THE WARM INVENTIONS – Through the Devil Softly
12. PREFAB SPROUT – Let's Change the World with Music
13. DAVID SYLVIAN – Manafon
14. WAVE MACHINES - Keep The Lights On
15. PHOENIX – Wolfgang Amadeus Phoenix
16. ANTONY & JOHNSONS – The Crying Light
17. GRIZZLY BEAR – Veckatimest
18. THE FIERY FURNACES – I’m Going Way
19. RICHARD HAWLEY – Truelove’s Gutter
20. THE PHENOMENAL HANDCLAP BAND – The Phenomenal Handclap Band
20 CONCERTOS:
1. KONONO Nº 1, Casa da Música, Porto, 5 de Julho
2. JENS LEKMAN, Salão Brazil, Coimbra, 17 de Julho
3. WILCO, Theatro Circo, Braga, 30 de Maio
4. LEONARD COHEN, Pavilhão Atlântico, Lisboa, 30 de Julho
5. ANTHONY & THE JOHNSONS, Coliseu do Porto, 18 de Maio
6. JUDY COLLINS, Casa das Artes, Famalicão, 20 de Junho
7. THE RUBY SUNS, Salão Brazil, Coimbra, 26 de Março
8. NANÁ VASCONCELOS + NORBERTO LOBO, V.Conde, 10 de Julho
9. EMILIANA TORRINI, CCVila Flor, Guimarães, 31 de Outubro
10. KINGS OF CONVENIENCE, Theatro Circo, Braga, 2 de Novembro
11. MY BRIGHTEST DIAMOND, Auditório de Espinho, 5 de Dezembro
12. SIMON BOOKISH, Casa das Artes, Famalicão, 7 de Março
13. ED HARCOURT, CCVila Flor, Guimarães, 10 de Outubro
14. METRONOMY, Casa da Música, Porto, 14 de Março
15. HANDSOME FURS, Via Latina, Coimbra, 20 de Maio
16. ALELA DIANE, Casa das Artes, Famalicão, 22 de Maio
17. LAU NAU, Culturgest, Porto, 18 de Setembro
18. KYMYA DAWSON, Mercado Negro, Aveiro, 21 de Maio
19. JANDEK, Serralves, Porto, 10 de Janeiro
20. THE FALL, Casa da Música, Porto, 17 de Janeiro
10 LOW:
1. A histeria colectiva à volta do Twiter, Facebook e afins;
2. A moda mitra dos telemóveis a “botar sheik’s” inaudíveis;
3. O nosso dinheirinho para pagar o flop “5 Para a Meia Noite”;
4. As escutas e escutices de um PM enredado em esquemas;
5. O deserto radiofónico alternativo da cidade do Porto;
6. A Amália que não merecia HOJE tamanha afronta;
7. A figurinha ridícula dos ricaços com dinheiro no BPP;
8. Apesar de tudo, a esperança ténue em Obama;
9. O Porto por um canudo quanto ao cinema ou a uma Cinemateca;
10. O inanarrável mundo do clã Jackson.
10 HIGH:
1. O ar fresco e arrojado do jornal I;
2. O Norberto Lobo ou a genialidade da música portuguesa;
3. A animação da baixa do Porto, os novos bares, cafés, feiras e afins;
4. Os éclairs, a qualquer hora, da Leitaria da Quinta do Paço;
5. As Curtas de V.Conde, a casa nova e os filmes-concerto:
6. As capas da revista “New Yorker” do nosso Jorge Colombo;
7. A confirmação do RAP como o único Gato que não fede;
8. A saída do Nuno Markl da Antena3. Finalmente;
9. A justiça certeira, não dos fafenses, mas dos felgueirenses;
10. O “chupem e continuem chupando” do Maradona.
Especial 2008
Especial 2007
Especial 2006
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
TENTAÇÕES

Em época de prendas, aqui ficam duas sugestões tentadoras mas que, infelizmente, ainda não chegaram aos saldos.
A primeira é uma caixa dos White Stripes que acrescenta ao DVD do filme “Under Great White Northern Lights” um conjunto atraente de extras, a saber: um outro DVD com um concerto ao vivo aquando do 10º aniversário da banda, um CD e vinil com mais um concerto ao vivo, um livro de fotografias de Autumn de Wilde com uma introdução de Jim Jarmusch, um single de vinil e ainda uma gravura exclusiva da autoria de Rob Jones, habitual colaborador do duo. Até 1 de Janeiro próximo e em exclusivo no site da banda, tudo isto custa 110 libras inglesas, ou seja, um pouco acima dos 120€!

A segunda é um pouco mais barata (72€). Trata-se da lindíssima edição de luxo, em dois volumes, do último álbum “Manafon” de David Sylvian. Num deles, para além do CD em versão normal, inclui-se um livro com as letras e com um design refinado de Atsushi Fukui e Ruud Van Empel, autor da capa do disco. Num outro, para além de outro CD do álbum em versão dts surround sound, apresenta-se o DVD “Amplified Gesture” e mais um livro de fotografias e notas biográficas dos participantes no filme. Como se não bastasse, há também uma gravura exclusiva de Sylvian realizada pelo citado Atsushi Fukui devidamente assinada pelo músico e pelo artista.
Convencidos? Sem dúvida, não temos é tido “tempo$” para gastar.
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