Pesava na opção o legado dos Grant-Lee Buffalo, banda norte-americana que há mais de trinta anos obteve assinalável reconhecimento e de que uma consequente carreira a solo não deixou esquecer a consistência das canções. Foram delas, e de uma mão cheia de originais mais recentes, que se fez o encontro tridimensional, um género de serão entre amigos e velhos/novos conhecidos.
O sábio alinhamento escolhido foi moldando, em crescendo, uma partilha polvilhada de elogios à urbe, histórias de non-sense e muito humor, tudo recheado daquele vozeirão facilmente reconhecível, e perfeitamente timbrado, que lhe deu fama - "Fuzzy", "Mockingbirds" ou "Honey Don't Think", por exemplo, continuam, pois, bem acesos na sua cintilante chama que a acústica da sala encavernou e acomodou religiosamente.
Ora aqui está um concerto abençoado na simplicidade, formato de que já tínhamos muitas saudades, e de que, facilmente, se recordará a vibração e perfeição. Talvez não por acaso, foi a monumental "Perfect Day" de Lou Reed a escolhida para abençoar a despedida... Damn, devia haver um coisa destas uma vez por mês!
1 comentário:
Grande Concerto!
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