sexta-feira, 10 de outubro de 2025
terça-feira, 7 de outubro de 2025
DANIEL KNOX, MERCADO 48 É NOME DE DISCO!
Um desses projectos têm agora concretização assegurada e reporta duas madrugadas de gravação ao piano da mesma loja, apurada com engenharia sonora a cargo de Greg Norman. Depois, as canções foram tratadas devidamente no Jamdek Recording Studio de Chicago com a ajuda de vários músicos amigos e com a adição de vozes de João Freitas no Estúdio Cedofeita do Porto.
A cidade serviu, pois, como cenário e roteiro comprovados em "Alligator", o primeiro single de que o próprio conta as circunstâncias em tradução livre (The Line of Best Fit):
"Passei muito tempo num café chamado Asa de Mosca. Há por lá muita gente interessante. Um tipo entra e tenta vender-me coisas que roubou. Eu costumo comprar. Ele vendeu-me um pequeno elefante de madeira, um leque em formato de macaco e, uma vez, tentou vender-me o que chamou de computador, que na verdade era só uma espécie de ecrã sensível ao toque que ele claramente tinha arrancado da parede em algum sítio. O meu cabelo comprido e a minha barba atraem muitos olhares, mas gosto de vir a este café porque, em qualquer das noites, sou apenas a terceira pessoa mais estranha."
Acrescenta:
"Às vezes, fico aqui sentado a ler ou a trabalhar, mas a minha mente levanta-se e anda sem mim. Ela começa a andar a três ou quatro quarteirões de distância, senta-se sozinha noutro café, atravessa a rua e volta para me observar da janela. Depois de morar aqui por alguns anos, às vezes tenho esses momentos de perspectiva em que consigo ver-me fora de mim mesmo; como se eu fosse apenas aqui mais um desses personagens. Há aquela coisa que se enfrenta nessa idade em que ainda se quer ser o personagem de algum romance antigo, mas aí estou sentado no sofá a assistir aos novos discos 4K de "Alligator" e "Alligator II" e tens que conciliar isso com quem tu és e com queres vir a ser.".
O video de "Alligator", dirigido por Manuel Sá, foi, por isso, rodado em ruas e locais que bem conhecemos de Campanhã ou do Bonfim, mas a protagonista chama-se Flor, um milagre de ternura decana. "Mercado 48" sairá no início de Dezembro em casa própria em vários formatos já em pré-encomenda. Prometida está a apresentação ao vivo no sítio do costume e partilha...
quinta-feira, 2 de outubro de 2025
MICHELLE DAVID & THE TRUE-TONES, Auditório de Espinho, 28 de Setembro de 2025
Uma crítica com três anos a um disco novo de Michelle David & True-tones acabava com um chavão mais que verdadeiro - se você gosta do som de Sharon Jones, vai adorar este! De facto, não são só estas as semelhanças, já que David é também norte-americana e dona de um vozeirão que, desde criança, se envolveu no gospel e na soul de forma notável. Em palco, não será coincidência, a mesma aversão a sapatos que incomodam na perfomance.
Como manda a sapatilha, aquando da entrada em palco da cantora já o trio instrumental The True-tones tinha ligado a maquinaria groove, mantendo-a perfeitamente oleada até ao fim, escolhendo momentos a solo do baterista e, em particular, do guitarrista, para polir e acelerar a rotação. A energia haveria de fazer levantar a plateia das cadeiras, mas o convite para ocupação da frente ou laterais, ao contrário de um mítico concerto de Sharon Jones na Casa da Música, não obteve qualquer adesão.
O revivalismo soul fez-se, mesmo assim, na plenitude da sua saliência dançante, uma vibração sem data de validade desde que produzida com autêntica e divertida essência, o que, lá está, estes três true.tones e a uma mestra-cantora sabem fazer sem falhas.
quinta-feira, 25 de setembro de 2025
LEE FIELDS A BOM CAMINHO!
Num género de repetição inverosímil, alinha-se para Janeiro uma intensa digressão do soulman norte-americano por Espanha e não é que há concerto marcada para Santiago de Compostela para dia 25, domingo? Bilhetes só na segunda feira. Grazas!
FAZ HOJE (24) ANOS #109
. Jornal de Notícias, por Miguel Graça, fotografia de José António Domingues, 26 de Setembro de 2001, p. 43
terça-feira, 23 de setembro de 2025
JOAN SHELLEY, VERDADEIRO TESOURO!
Em "Real Warmth", que a No Quarter editou na última semana, há pois novos ares, longe do Kentucky natal e de uma certa ruralidade country, mas, ouvindo o disco, a magia que Shelley aporta à composição soa como que se tivesse agitado numa nova poção perfumada de bom gosto. Há muito que lhe exaltamos o estilo, que a temos por indispensável, é tempo agora de a abraçar como um verdadeiro tesouro!
FAZ HOJE (27) ANOS #108
. Público, por Fernando Magalhães, fotografia de Bruno Rascão, 25 de Setembro de 1998, p. 39
sexta-feira, 19 de setembro de 2025
MIDLAKE, PONTE DA HARMONIA!
O sexto álbum, de nome "A Bridge to Far", sairá a 7 de Novembro pela Bella Union e segue-se, quatro anos depois, a "For the Sake of Bethel Woods", contando com digressão inglesa e pela Europa continental já no final de Janeiro de 2026.
Entretanto, e a propósito da morte de Ozzy Ousbourne em Julho passado, a banda fez questão de recordar a versão "Am I Going Insane" dos Black Sabbath que integrou a compilação "Late Night Tales", sonoridade que influenciou, decisivamente, o embalo da obra prima "The Courage of Others" de 2011. Outra recente versão, inesperada e acústica, de "I Shall Be Released" de Bob Dylan dá sinais, que um dia qualquer, um disco de covers até que seria bem bom...
quarta-feira, 10 de setembro de 2025
SESSA, VALE A PENA!
Entre Abril de 2024 e Março de 2025, o estúdio Cosmo de São Paulo recebeu cinco sessões onde Biel Basiel, baterista dos O Terno e Marcelo Cabral, baixista e compositor, assumiram a produção e ajudaram a dimensionar as possibilidades de progressão - à guitarra, como em discos anteriores, que comandava a composição e muitas das apresentações ao vivo, foram sobrepostas linhas de piano, sintetizador, guitarra wah-wah e até caixas de ritmos por contágio soul e jazz de gente como Shuggie Otis, Roy Ayers, Sly Stone, Tim Maia e até os amados Erasmo Carlos e Amado Maita.
São nove as peças da colecção e "Vale a Pena" é a percursora e, logo, irresistível novidade na qual Sessa larga a guitarra para se aventurar num piano Suette brasileiro...
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
DUETOS IMPROVÁVEIS #307
BRIGHT EYES & HURRAY FOR THE RIFF RAFF
Dyslexic Palindrome (Oberst)
EP "Kids Table", Dead Oceans Records,
E.U.A., Setembro de 2025
terça-feira, 26 de agosto de 2025
sexta-feira, 22 de agosto de 2025
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
CASSANDRA JENKINS+GEORDIE GREEP+BAR ITALIA+BLACK COUNTRY NEW ROAD+KING KRULE+MK.GEE, Festival Paredes de Coura, 15 de Agosto de 2025
A peregrinação anual a Coura está a ficar cada vez mais custosa. No preço, na vontade, na disponibilidade, mas muito no estreitar da paciência para lidar com multidões. Deve ser da idade, da nossa em contraponto à da maioria...
Mesmo sabendo que não era ali, nem à luz do sol, que a estreia de Cassandra Jenkins em solo nacional merecia ter acontecido, não disfarçamos que o esforço teve como impulso principal a jovem artista de Nova Iorque. Sem deslumbramentos, o concerto confirmou-se calmo, a planar a caloraça estranha do recinto mais pequeno, mas talvez a precisar de um melhor acerto da amplificação que ajudasse no cintilar das subtilezas magníficas das canções de "My Light, My Destroyer" e de pérolas mais antigas como "New Bikini" ou "Michelangelo". A partilha, ainda assim, afigurou-se compensadora e ternurenta, uma oscilação notada na mensagem que Jenkins leu visivelmente emocionada perante o forte aplauso de aprovação e agradecimento pelos cinquenta minutos de descontraída suspensão.
Dois anos depois e já com os Black Midi em frangalhos, Geordie Greep voltou ao Minho para fazer das suas, isto é, sarrabulhada da boa. Com base em "The New Sound", disco a solo que se confirmou como um dos melhores de 2024, o concerto fez estourar ainda mais os desvarios que as canções originais já sugeriam, uma avalanche de instrumentos onde coube até um violoncelista e muita rodagem ao vivo. À potência da bateria de Morgan Simpson enleou-se um verdadeiro novelo de guitarradas e muita diversão, a que o figurão, no seu jeito chaplin, e alguns parceiros costuraram palhaçada e irrequietude. "Holy Holy" foi, a esse nível, notável: "tudo bem ", "obligado", "muito bom" e "cala a boca". Já agora, "f*** you to" Greep!
Depois do cancelamento do ano passado, os londrinos Bar Italia prometiam dar o litro. Espremida, a contenda até que passou as marcas pré-estabelecidas ou não fosse este indie rock de tensão revigorante e que tem na trilogia da voz em rodopio um essencial e raro atributo. Escusado destacar Nina Cristante que, no meio do palco e à custa de uma ventoinha e uma saia travessa, ainda mais fez aumentar a temperatura de um concerto certeiro e que dá esperanças seguras quanto ao valor do rock. Não deverá ser preciso esperar muitos anos para os ver no estrado principal do "couraíso".
Quem dignificou esse palco de maneira surpreendente foram os Black Country New Road. Temíamos que a pop barroca e de alguma experimentação se diluísse encosta acima, mas, pelo contrário, ela como que se foi ondulando na porção certa para embriagar a multidão receptiva à propagação mágica de elevada fineza e qualidade. Arriscada, a façanha mostrou-se crescente e de uma pedagogia instrumental sem falhas, que isto de ser jovem músico em Cambridge requer tarimba apurada e entrosamento consistente. Compreende-se, (re)imagina-se agora melhor a beleza de "Forever Howlong", disco deste ano na sequela do abandono amigável do fundador Isaac Wood, e que têm nas vozes da três meninas um academismo notável que transformou o anfiteatro num género de Epidauro da pop. Se aos Belle & Sebastian, há trinta anos, se atiravam bocas quanto aos desafinanços e defeitos instrumentais, apupos inconsequentes tendo em conta a frescura das canções, de nada disso se pode acusar estes BCNR, uns verdadeiros continuadores de uma pop inglesa acutilante, refrescante e, caramba, adulta. Como notado, o futuro está mais que assegurado. Salvé!
Não pode ser coincidência, mas há sempre nos concertos de King Krule um nevoeiro artificial, ora colorido ora pálido, que faz um efeito de bondade e de nostalgia interrogadas na origem, mas que se assume importante na emergência do timbre de voz, da poética muito própria das líricas e até na variação de velocidade de muitas das canções. Tudo a saber a um cocktail único de jazz com rock e umas pitadas de hip-hop e punk que os ouvidos agradecem pelo vanguardismo e afronta a convenções de composição. Em Coura, repetindo a presença de 2017, Krule foi como que uma variação crescida de uma certa inocência que vimos brotar em 2012 e que, logo ali, nos pareceu irresistível e de cariz marcante. Raramente lhe vimos a cara, raramente lhe vimos as expressões, raramente reparamos na cor do cabelo. Muitas vezes, pelo contrário, foram simplesmente as canções o bastante para que o concerto se agigantasse na noite, arrefecida no clima, mas calorosa na fruição. Viva o rei, siiiiiiiiiiiiiii!
Por falar em nevoeiro fumarento, de Mk.gee só ouvimos muitas vezes o disco de estreia "Two Star & the Dream Police" (2024), por sinal, um cartão de visita "estranhante" embebido de soft-rock e nostalgia FM. Quedamos sem o conhecer e sem o ver pelo exagero propositado de bruma em palco, negritude por vezes avermelhada de fim de noite a lembrar velhinhos videoclips dos Foreigner ou ZZ Top, o que não é mau sem ser bom. Resumindo, vamos continuar a ouvir o tal álbum sem qualquer preconceito ou travão, bem melhor opção que outra qualquer aparição a três dimensões de um tal Michael Todd Gordon... sem flash!
terça-feira, 19 de agosto de 2025
FAZ HOJE (21) ANOS #107
. Diário de Notícias, por Ricardo Jorge Fonseca, fotografia de Amin Chaar, 21 de Agosto,
. Público, por Pedro Rios e Nuno Passos, fotografia de Marco Maurício, 21 de Agosto, p. 39
segunda-feira, 18 de agosto de 2025
sexta-feira, 15 de agosto de 2025
FAZ HOJE (32) ANOS #106
VAYA CON DIOS + PRINCE, Estádio de Alvalade, Lisboa, 15 de Agosto de 1993
. Sete, por Rui Miguel Abreu, fotografias de Pedro Santa Bárbara, 19 de Agosto de 1993, pp. 20-21
. Público, por Jorge Dias, fotografias de Miguel Silva, 17 de Agosto de 1993, p. ?
domingo, 10 de agosto de 2025
FAZ HOJE (22) ANOS #105
. Público, por Vitor Belanciano, fotografias de Rui Gaudêncio, 12 de Agosto de 2003, p. 35
Subscrever:
Mensagens (Atom)















