quarta-feira, 27 de julho de 2022

BENJAMIN CLEMENTINE, REGRESSO ENCANTADO!





















Num surpreendente anúncio de final de Junho, o desaparecido Benjamin Clementine prometia libertar canções inéditas guardadas nos últimos tempos e que precisavam, no seu entender, de ser partilhadas. 

Há, agora, pelo menos duas a incluir no single "Copening Weakend" e que não farão parte do tão aguardado terceiro álbum já gravado e a editar para o ano. Nessa altura, está também projectada uma intensa digressão que, certamente, chegará perto mas este mês Clementine anda já por Itália a fazer o que melhor sabe... (en)cantar! 

terça-feira, 26 de julho de 2022

ASHLEY HENRY, Matosinhos em Jazz, 24 de Julho de 2022

O cartão de visita que o inglês Ashley Henry trouxe até Matosinhos, apesar de editado em 2019, tem prazo de validade alargado. A estreia com o álbum "Beautiful Vinyl Hunter" mereceu reconhecimento generalizado muito à custa de uma amálgama de influências jazz onde colaboram outros jovens prodígios ou consagrados músicos como o baterista Makaya McCraven. Ao vivo, sem essa diversidade, o trio que subiu ao coreto matosinhense foi mais que suficiente para fazer esquecer qualquer instrumento de sopro que se ouve nesse disco e somar-lhe outros atributos. 

Sobrepôs-se, por isso, o Rhodes de Henri em constante desafio com a bateria e o contrabaixo, também eles de elevada precisão e complemento a uma onda abençoada pelo sol e a brisa e que o público aprovou com palmas e clamores. Mas havia ainda uma surpresa - a voz que Henri acrescentou certeira, primeiro, a uma versão de "Mississippi Goddam" de Nina Simone e logo seguida ao seu original "Colours", uma combinação perfeitamente diluído no sabor e perfume. Mais um fim-de-tarde de entrosamento assinalável e boa disposição para todas as idades...

DRY CLEANING, NOVO ÁLBUM DE BORDADOS!





















Logo após a já saudosa passagem pelo Primavera Sound Porto, os ingleses Dry Cleaning puseram cá fora "Don't Press Me", um primeiro single de um novo álbum que agora se sabe tem o título de "Stumpwork" e estará nas lojas, via 4AD, em Outubro. Para o efeito, repete-se a produção e colaboração de John Parish, a mesma equipa liderada pelo engenheiro de som Joe Jones e o mesmo estúdio em terras galesas onde todos se reuniram, sem pressas e com espírito aberto, no final de 2021. 

A matriz surrealista dos bordados das letras, onde abordagens políticas, ecológicas ou sociais se mantêm corrosivas, estendem-se desta vez a outras temáticas mais pessoais como a perca de familiares próximos, a depressão ou a ausência da autoestima. Ao primeiro avanço, junta-se agora "Anna Calls From The Arctic", excelente pedacinho de inexplicável sensualidade a que Florence Shaw nos habituou e que recebeu loop-video a cargo dos próprios. Nele brilha Nick Buxtom, o baterista patinador!

segunda-feira, 25 de julho de 2022

LHAKA KHAN, Casa da Música, Porto, 22 de Julho de 2022

Classificado como uma lenda viva, Lhaka Khan é um mestre do sindi sarangi, instrumento de vinte e sete cordas de intrincadas variações friccionadas, a que junta a voz em vários idiomas do Rajastão, Índia. Essa espécia de cancioneiro ou folclore espiritual têm na sua família uma longínqua e secular tradição protectora que as digressões ao vivo multiplicam na divulgação e fruição. Pena o local ao ar livre da Casa da Música se ter mostrado o recinto errado para tamanha delicadeza... 

De acesso livre, o que se saúda, e em noite agradável, a larga adesão trouxe evidentes incómodos a quem aí se deslocou com a única intenção de desfrutar de tão rara música - circulação anárquica, conversas em voz alta, reduzida plateia sentada, criançada em correria e brincadeira ou barulho agudo do trânsito circundante, não impediram, mesmo assim, bons momentos e aplausos sinceros. 

O contágio por esta sufi music demorou, contudo, um pouco a submergir mesmo que algumas explicações em inglês, apresentadas entre temas e a cargo do tradutor e cicerone de serviço, tenham estimulado a curiosidade da plateia mais atenta e concentrada. Ao lado do filho Dane, tocador de dholak (tambor de duas cabeças), Lhaka Khan acabou por confirmar todo o seu virtuosismo e entrega, preciosidades que nem uma esplanada barulhenta numa noite de verão e a baixa amplificação conseguiram encobrir ou justapor. Shukryiaa!

AROOJ AFTAB, MAGIA NA CASA!




















Depois de perdida a passagem de Arooj Aftab por Braga em Junho último, eis que um feliz milagre a vai trazer de novo ao norte do país, concretamente, à Casa da Música portuense no próximo dia 2 de Novembro, quarta-feira. Desta vez não há desculpas. Bilhetes para a nova sessão de magia aqui!

WILCO, SIGA!





















Pela primeira vez, os Wilco são motivo de capa da Uncut, uma das principais revistas de música inglesas, embora a mesma publicação tenha já posto nas bancas um especial sobre a banda em 2020. Acontece no corrente número, relativo ao mês de Setembro, e o destaque pretende comemorar os vinte anos "Yankee Hotel Foxtrot", álbum problemático que quase separou o grupo mas que acabou lendário ao ponto de ter sido programada uma caixa especial e uma digressão evocativa

As histórias antigas e as perspectativas futuras - "Let's move foward" - são reunidas em entrevista a Jeff Tweedy e Nick Hasted, o teclista mais jovem, a que se junta "Crosseyed Strangers - An Alternatice Yankee Hotel Foxtrot", CD exclusivo da responsabilidade dos próprios Wilco com uma série de versões alternativas, demos, apresentações a solo de Tweedy e gravações ao vivo como "Reservations" com que se encerrou o espectáculo recente de Nova Iorque onde foi tocada a totalidade do disco. Siga!

sexta-feira, 22 de julho de 2022

BIG THIEF DE SECRETÁRIA (CASA)!

VETIVER, M.Ou.Co., Porto, 19 de Julho de 2022

Obrigado. Thank you guys... been so quiet and nice. A treat! 
No final de "You May Be Blue", já perto do desfecho do concerto e da digressão europeia a solo, foi desta forma sincera que Andy Cabic, mentor e motor dos Vetiver, agradeceu aos presentes a recepção calorosa e exemplar às suas canções. Novas e velhas, mas de eternidade assegurada, a cidade já criou o hábito de as acolher com distinção e carinho, embora a última passagem pelo Hard Club, para abrir o concerto do amigo Devendra, tenha pecado por notório alheamento de uma maioria

Como o próprio recordou, foram já mais as vezes que tocou no Porto que em muitas cidades americanas - nomeou as presenças no Passos Manuel, na Casa da Música ou no Auditório de Espinho - e essa dádiva antiga manteve acesa uma comunidade de admiradores interessada em que o legado permaneça protegido e devidamente activo na sua imaterialidade. Foram, pois, esses que preencheram boa parte das cadeiras da plateia mas onde se sentaram mais alguns, arrastados pela oportunidade de o ouvir pela primeira vez. 

Ninguém saiu, obviamente, desiludido. A acústica, o jogo de luz, a proximidade ou a simpatia do artista, sintonizaram-se com o primor das canções, da voz e da guitarra, naquilo que se poderá afirmar como o serão perfeito. Um deleite!

quinta-feira, 21 de julho de 2022

JULIA JACKLIN, PRAZER ANTECIPADO!





















A australiana Julia Jacklin cedo se afirmou como mais um caso sério de talentosa compositora de canções que os dois primeiros álbuns consolidaram sem demoras. A esse propósito, "Pressure To Party" é uma das melhores malhas dos últimos anos! Aproximam-se outras tantas que o novo disco "Pre Pleasure", a sair no final de Agosto pela Transgressive Records, certamente contempla e do qual se podem já ouvir três temas. 

Gravado no Canadá, país agora adoptivo, as ajudam vieram de músicos locais com ligações aos The Weather Station ou Owen Pallet e que se estendem a actuações ao vivo como as que estão agendadas para a Europa a partir de Novembro. A tour tem término no dia 1 de Dezembro no LAV lisboeta e com primeira parte a cargo da maravilhosa Erin Rae. Exigimos uma extensão nortenha... já!



CAMILLA GEORGE, Matosinhos em Jazz, 17 de Julho de 2022

De Londres têm viajado para o Porto e arredores nos últimos anos uma série de embaixadores de uma onda jazzistica imparável e ainda florescente - Yussef Dayes, Kamaal Williams, Nubya Garcia, Sons of Kemet ou The Comet Is Coming pisaram já palcos diferenciados na dimensão e enquadramento mas começa a ser um must a subida ao coreto centenário (?) do jardim matosinhense, prolongando a tradição nocturna que o bar B-Flat de boa memória manteve e cultivou, durante largos anos, ali ao lado. Joe Armon-Jones (2019) e Alfa Mist, na véspera, já tiveram esse privilégio bem aplaudido e no Domingo passado chegou a hora de Camilla George mostrar o que valia. Sem contemplações, vale muito!

Jogando numa onda mais melodiosa e gingona, muito à custa do groove do baixo e do bailado do Rhodes, o magnífico saxofone alto de George deixou sempre respirar os seus companheiros de palco, confirmando a notável destreza dos seus executantes experimentados a que se acrescentou um baterista malabarista, tudo sem exageros despropositados desde que o resultado se infiltrasse de forma instantânea e natural. Sem a adesão massiva de Sábado, a recepção a tamanha vibração foi, na mesma, motivo de forte aprovação naquilo que parece um hábito salutar de fruição. O que vale Domingo há mais...

quarta-feira, 20 de julho de 2022

SEBASTIEN TELLIER, ALTA COSTURA!





















As novidades sobre um qualquer disco do francês Sebastien Tellier implicam surpresas e riscos que uma carreira desafogada permite e alimenta. Pode ser um álbum de canções para Dita Von Tease, variadas bandas sonoras para amigos, versões de última hora de Childish Gambino e, mais recentemente, fundos sonoros para passagens de modelos da Chanel com direito a edição em formato EP de nome "SYMPHONIC". 

Isto da moda pega-se e Tellier insiste por estes dias nesse mundo do requinte com um outro EP a que chamou "EXTATIC" já disponível para audição completa e que tem em "Mademoiselle" um single grandiloquente com video a roçar o kitch como é seu apanágio. Nele brilha a princesinha Charlotte Casiraghi, filha de Carolina do Mónaco como também se nota/confunde de imediato. Haute couture!

STEVE GUNN, Curtas de Vila do Conde/Stereo, 16 de Julho de 2022














Os já tradicionais desafios que o festival Curtas lança a artistas na secção Stereo afiguram-se diferentes no seu grau de dificuldade, embora para o público não músico o momento pareça ser um exercício banal. Ver e ouvir Buster Keaton por B-Fachada, Bill Morrison pelos Lambchop ou Murnau por Norberto Lobo e companhia teve, obviamente, abordagens estéticas e sonoras incomparáveis mas, nos casos referidos, com recurso a imagens de narrativa e género de alguma consistência, isto é, com princípio e fim. 

Ao norte-americano Steve Gunn coube, no entanto, algo de inclassificável (narrativa visual meditativa?) da autoria de Stan Brakhage (1933-2003), um experimentador nato de formatos e técnicas que incluíam colagem de fitas, sobre-exposição do filme, repetições insistentes ou até pintura da película. Os seus quatro "Visions in Meditation" (1989-1990), que pairam sobre exteriores de paisagem colorida aumentada nos pormenores, nos significados ou sensibilidades, são, por isso, um terreno irresistível e instável para o alastrar de sonoridades também elas inauditas mas a merecer recorte e testagem prévias.

Notou-se, assim, um cuidado de Gunn em juntar aos acordes de guitarra eléctrica ou acústica uma base firme de loops para tentar manter o espectador fixado ao ecrã enquanto manobrava alguns dos botões e dedilhava, em doses mínimas, as cordas, mas o adiantado da hora e, diga-se, algum vazio sonífero das imagens, pôs-nos a maior parte do tempo de olhos fechados a fruir da cogitação ambiental do fundo sonoro, o que se mostrou, às escuras, uma experiência imersiva bem conseguida e retemperadora. Apeteceu concluir: imagens para quê? 

terça-feira, 19 de julho de 2022

ALFA MIST, Matosinhos em Jazz, 16 de Julho de 2022

Depois de falhada a nossa presença no festival "Respira" do Theatro Circo onde Alfa Mist compareceu há cerca de três anos, ora aqui estava uma oportunidade para colmatar essa ausência imperdoável. O mesmo deve ter pensado uma imensidão de curiosos interessados que acorreu em peso ao parque de Matosinhos, ocupando cadeiras, canteiros, relvados e até o próprio alcatrão fronteiro ao coreto, refugiando-se do calor pela sombra das árvores e na expectativa de uma banda sonora à altura para esta verdadeira dádiva de verão. 

Longe do rapp e hip hop do início de carreira, Mist pratica agora um jazz quase clássico que o quinteto de imediato começou a debitar para gáudio de uma plateia diversificada e intergeracional que soube bater palmas, à moda antiga, aos solos de bateria, de saxofone ou guitarra que pontuaram quase noventa minutos de tarimba técnica elevada. Para o fazer, causou espanto a destreza e qualidade de músicos tão jovens, alguns deles com carreiras a solo paralelas como é o caso assinalável do guitarrista Jamie Leeming, com disco editado pela casa editora de Mist e que teve direito a uma excelente versão de um dos seus novos temas recebida com ovação. Um surpreendente fim de tarde de partilha calorosa e de afetos penetrantes que o jazz, sendo bom e bem feito, alcança sem dificuldades. Jazz alfa!

LUDOVICO EINAUDI DE SECRETÁRIA!

segunda-feira, 18 de julho de 2022

WILL SAMSON, Maus Hábitos, Porto, 15 de Julho de 2022

O prometido novo álbum "Active Imagination", que saiu no final de Maio, foi o motivo para a estreia na cidade do Porto do inglês Will Samson, embora as visitas de proximidade (Espinho ou Galiza) tenham já acontecido no passado. O concerto teve palco escurecido e horário apropriado, mas a resposta de público pecou por escassa, reunindo apenas uma vintena de aderentes em formato roda de amigos a que só faltaram uns sofás ou puffs de amparo. 

Na companhia de um violinista português, uma parceria ao vivo que a residência no nosso país veio facilitar e ainda em fase de recuperação quanto à prática dos concertos depois de dois anos de inactividade, Samson mostrou-se, mesmo assim, em plena forma na conjugação do falsetto da voz com diversos recursos, da viola ao sintetizador, passando por um prato de bateria e um jogo de efeitos de pés. 

Misturando temas novos com algumas maravilhas do disco anterior "Paralanguage", que quase não rodou ao vivo, o serão foi, assim, um género de "dois em um" onde se recordaram as qualidades de "Ochre Alps", "Flowerbed" ou "Calescent" e se deram a conhecer, por exemplo, "Always Meant", "Hostage" ou "A Certain Surprise", recentes provas de uma inquestionável delicadeza sonora que uma inquieta vida de nómada tem inspirado na composição e escrita. Viajar sem sair do lugar é mesmo possível e Samson, guia simpático e ocasional com dez anos de experiência, consegue-o de forma infalível... 

FAZ HOJE (18) ANOS #79





















PJ HARVEY + BOB DYLAN + MACY GRAY, Festival Vilar de Mouros, 18 de Julho de 2004
  
Diário de Notícias, por Marcos Cruz, fotografia de Hernâni Pereira, 20 de Julho de 2004, p. 42 
. Público, por Nuno Passos e Inês Nadais, fotografia de Paulo Pimenta, 20 de Julho de 2004, p. 38 
. Público, por Nuno Passos e Inês Nadais, fotografia de Paulo Pimenta, 20 de Julho de 2004, p. 39



sábado, 16 de julho de 2022

UAUU #651

AGNES OBEL, Theatro Circo, Braga, 12 de Julho de 2022

fotografia: facebook da artista















A raridade da aparição de Agnes Obel pelo norte do país motivou peregrinação de devotos a Braga, cedo se percebendo que o templo replecto se agitava de expectativa compreensível. Trajando de branco e à hora marcada, descontando os habituais dez minutos de tolerância, o quarteto feminino instalou-se junto dos instrumentos e o recital iniciou-se sumptuoso nas projecções de fundo, na acústica infalível, na suavidade das vozes e no requinte de dois violoncelos em união harmoniosa. Tudo acertivo e esplêndido de príncipio ao fim, que a beleza ideal do teatro tratou de engrandecer, num alinhamento alternado de canções antigas e recentes, como prometido, aliás, numa das poucas interacções de Obel com o público. O que dizer, por exemplo, de "Island of Doom", "Myopia" ou "The Curse" maravilhosas na intensidade do rendilhado orquestral a roçar uma inebriante e tocante excelência. Mas... 

A conjunção adversativa poderá parecer um capricho destoado mas, lá está, se há falhas a apontar a tamanha perfeição é, precisamente, a falta que fez alguma rudeza e sujidade que, às tantas, nunca transpareceu nas canções que Obel foi compondo há mais de uma década e a que nunca deixamos de deitar atenção agradável. Demasiada nivelada, demasiado metronómica, a música do ensemble resultou num serão exemplar de irrepreensível capacidade técnica, praticada e tocada todas as noites, sem desvios, nos últimos meses e a que corresponde, certamente, um esforço de ensaio e concentração notáveis. 

Quando, já no encore, Obel interpretou sozinha "It's Happening Again" sentado ao piano grande com o restante trio na ajuda a capella, o concerto ganhou uma abertura, um feixe de luz, um contraste de brilho ainda maior que não precisava de imagens de fundo para se fazer diferenciar e notar. Quer pela melancolia espalhada, quer pela desconformidade saborosa que pairou nesse momento, esse estorvo e desalinho fez-nos suspirar por uma próxima visita deste verdadeiro anjo dinamarquês... mas sem companhia, a não ser a da sua voz e piano!    

sexta-feira, 15 de julho de 2022

INDIGO SPARKE, SURPREENDENTE!





















Para um segundo álbum de canções, a menina Indigo Sparke deu a ouvir a Aaron Dessner (The National) uma boa dose de demos que guardou religiosamente depois de uma temporada de inspiração caseira aquando de um confinamento na natalícia Austrália. Na Primavera de 2021 tratou-se, depois, de registar em Nova Iorque uma selecção depurada de catorze temas que se incluem em "Hysteria", disco a sair pela Sacred Bones em Outubro e que se segue à elogiada estreia com o álbum "Echo". 

Para trás parece ter ficado, assim, o minimalismo folk com que se deu a conhecer, jogando-se agora numa maior complexidade instrumental de ambiciosa expansão que um primeiro single evidencia - "Pressure In My Chest", que tem video intenso de Madeline Clayton, é surpreendente!